O uso das tendências estéticas contemporâneas, no design gráfico e na comunicação como um todo, denotam o quanto uma agência está conectada ao presente e de olho no futuro. Aqui na Comunnica, mergulhamos fundo na vaporwave pra dar uma cara nova às nossas próprias apresentações. A tendência é uma mistura e conversão de estilos, que reúne muitos ícones revisitados e ressignificados para o contexto atual. 

Vaporwave foi um termo que surgiu na internet em 2010, definindo um estilo musical underground que evoluiu para um movimento artístico. As referências dos anos 80 e 90, como a tecnologia, a cultura, os gráficos pixelados e os videogames, junto a estátuas de mármore e a até a publicidade nipônica combinadas formam a vaporwave.

Na música, os sons são experimentais, facilmente produzidos no computador utilizando samples com a tonalidade sonora modificada e distorcida, em crítica ao consumismo e as alegorias do new age.

Recomendamos também ouvir a lista Vaporwave do Spotify.

Ao mesmo tempo que carrega muitos elementos kitsch de décadas passadas, a vaporwave aparece nas tendências que são aposta para 2018, com uma nova roupagem. A atual imersão no mundo digital e a utilização de peças retrô equilibram o passado e o presente, em clima de nostalgia. Os valores emocionais já estão ali prontos para serem captados pelo público.

Episódio ‘San Junipero’ da série Black Mirror (Netflix) mescla passado com futuro.

No início do ano, compartilhamos uma projeção feita pelo banco de imagens Shutterstock a partir de pesquisas feitas por usuários no próprio site. Muitas dessas referências entram em composições da vaporwave. A rede de portfólio online Behance também fez seu guia de tendências de design e com elementos que constituem o movimento. Separamos as referências que mais se encaixam no estilo e a aplicação prática de alguns projetos de design.

Ultra Violet

A Ultra Violet eleita cor do ano pela Pantone, aparece no vaporwave com suas variações em muitas montagens visuais que mesclam cores vibrantes com tons pastéis, gradientes, duotones, temas espaciais entre outros recursos.

Ultra Violet em design gráfico e embalagens sugeridos pela Pantone.

Gradiente

Transição de cores gradiente foi uma tendência forte em 2017 e segue ainda mais contrastante nesse ano. Misturando cores de forma contrapostas ou até mesmo utilizando elementos de fundo ou de composição. Nos últimos meses, essas aplicações se expandiram ainda mais, saindo das telas e alcançando também marcas e embalagens.

Projeto tipográfico Gerald Sans Geometric Font, por NEWFLIX Bro.

Duotones

Os Duotones são tradicionalmente criados através de um processo de impressão, onde um meio-tom é impresso em cima de outro, de uma cor contrastante, criando uma imagem de dois tons. Essa técnica de impressão encontrou nova vida na mídia digital. Com photoshop ficou fácil criar duotones, bem como variações relacionadas, como monotones, tritones e “duotones falsas” (imagens matizadas).

Projeto Stranger Things -Concept UI UX Design Web, por Manuel Rovira.

Patterns

Os padrões geométricos distorcidos do final dos anos 80 e início dos anos 90 retornam com cara nova. São inspirados em posters, artes, filmes, moda e a própria publicidade do período. 

Projetos “Yes To All“, de Nick Liefhebber e “LOGOFOLIO 2017“, do 268 Estúdio Design.

Pastel contemporâneo

Novos e revolucionários esquemas de cores aumentaram a saturação de cores tidas como “inocentes”, dando às paletas de cores pasteis uma importância irrefutável. O uso de cores sutis aparece de outra forma: em harmonia com tonalidades brilhantes.

Por Katya Havok, no Shutterstock.

Sci-Fi e espacial

A ficção científica tem feito muito sucesso. Como exemplo tivemos no ano passado a revitalização de Star Wars, Star Trek e vários filmes de super heróis da Marvel, além das séries que bombaram na TV, como Stranger Things, Dark e The Orville. Buscas por termos como solar aumentaram mais de 991% e o interesse em palavras como astro cresceu 671%, no Shutterstock.

Criação Comunnica com o famoso DeLorean.

Vaporwave brasuca

Quando trazemos o vaporwave para o âmbito nacional, não dá pra escapar do ícone que reinou durante os anos 1980: o velho guerreiro Chacrinha. Inspiração para a Comunnica, este ano o dono do bordão “quem não se comunica se trumbica” completa seu centenário. Fizemos uma homenagem a um dos maiores comunicadores, senão o maior, da TV brasileira:

Homenagem da Comunnica ao velho guerreiro, Chacrinha.

No mundo de hoje, comunicação digital nos compeliu para dentro de uma nova era de interconectividade. Ondas de dados nos levam a trocar informações em uma velocidade nunca antes imaginada. Não se perder nessa pluralidade de caminhos e tráfego, cada vez mais rápidos, só é possível por meio e uma base sólida que nos foi deixada como legado.

Existe ousadia no tradicionalismo e é essa proposta visual que a Comunnica assume. Olhar para futuro levando em consideração o tradicional é a melhor maneira de ser eficaz e inovador.

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